Acórdão do TCU sobre metodologia ágil

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O TCU emitiu dia 28/08/2013 o acórdão 2314/2013 sobre o levantamento de auditoria acerca do uso de metodologias ágeis em contratações para desenvolvimento de software pela administração pública.
Tenho certeza que esse acórdão era esperado por muitos da comunidade ágil e também pelos gestores públicos de TI.

Segue o link. Acórdão 2314/2013 TCU/plenário. Baixe a versão DOC aqui.

E aí, o que acharam?

2 thoughts on “Acórdão do TCU sobre metodologia ágil

  1. Achei que o acórdão não cria um bom caminho para a contratação de projetos ágeis. Principalmente as conclusões 4 e 5 podem ser interpretadas de forma bem negativa.

    Há alguns riscos bem identificados, porém que se repetem em projetos comuns, como riscos de comunicação ou de má representação do área de negócio.

    Concordo que contratar ágil é na prática contratar horas e tenho que admitir que isso vai de encontro a lei.

    Porém, seria interessante termos orientações mais positivas, diretrizes claras de contratação. Ao identificar apenas riscos, o documento pouco ajuda no sentido de criar novas formas contratuais (e de documento convocatório).

    Algumas críticas, inclusive, levam a crer que os métodos ágeis seriam MENOS eficientes ou gerariam produtos MENOS adequados, o que é comprovadamente errado na prática.

    Em algum momento eles dizem, de forma satisfeita, que se verifica que os contratos são mais importantes que as relações entre pessoas nos casos analisados, o que mostra a preocupação contratual e um quebra do manifesto ágil, porém esperada em um caso tão burocrático como a legislação brasileira.

    Creio que os interessados em métodos ágeis devem ampliar a discussão com o governo, buscando até mesmo a alteração da lei, de forma a deixar claro que os métodos ágeis tem como função aumentar a produtividade, a qualidade e o valor do produto final.

    Uma sugestão, por exemplo, é trabalhar mais a ideia da valor do produto como objeto do contrato e não da funcionalidade entregue, trabalhando em cima do conceito de visão.

  2. Pra nós que acompanhamos as discussões na lista de ATI, Gestores de TI e governoagil.com.br, em geral achei que o Acórdão é um excelente guia pra eliminar os riscos ao se elaborar um TR, a exemplo de todos os riscos que já foram registrados na palestra de 20/5/2013 (http://www.slideshare.net/herbertparente/contratao-de-fbrica-de-software-metodologia-gil).

    Mas há um exagero, pra mim, no item 275.2, no qual o TCU registra que artefatos com potenciais de sofrerem alterações nas sprints/interações (como o Manual do Usuário) podem se tornar obsoletos ou não trazer utilidade ao órgão contratante. (?) Enfim, não é pq é um Acórdão do TCU que devemos deixar de abstrair alguns aspectos.

    De todo caso, achei sim que foram altamente assertivos, e pq não ser um instrumento de aprendizado para sermos mais eficientes e eficazes na gestão de contratos de TI com foco em resultados?

    Abraços,

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